Doce Desilusão (Parte 2)
Eu acordei meio indisposta. Era sábado. Ontem eu nem tinha saído e a Luisa me ligou umas 30 vezes pra saber onde eu tava ¬¬' Provavelmente a mamãe mandou ela ligar e ela, como é suuper obediente, ligou.
A Mari ainda estava dormindo e eu não estava com vontade de levantar da cama. Então fechei os olhos. A única coisa que veio na minha mente foi a cena de sexta-feira depois da aula. O Ricardo sorrindo pra mim. Tive vontade de pegar o telefone e ligar pra ele. Mas ligar e falar o que? "Oi, meu nome é Sofia, sou do 1º ano EM, e acho que ontem você estava olhando pra mim e sorrindo" Fala sério, patético ¬¬
Uma hora depois a Mari finalmente acordou e a gente foi tomar café. Mas... O que aconteceu comigo? Eu fiquei tão agitada de uma hora pra outra (literalmente). Depois que a gente tomou café e se trocou, o meu celular tocou e lá fui eu!
- Alô? - eu dise isso com a voz mais desanimada possível
- Oi Sofia, é a Tati! Então, o Rick ligou e perguntou se rolava de vocês saírem juntos - a Tati, é óbvio, totalmente empolgada
- Que Rick? - eu ainda estava dopada pelo sono
- Como assim que Rick?! O Ricardo, amor, o do 2º ano!!!
- Ah, sei, mas... - e então, a ficha caiu - O Ricardo?! Eu... sair com... ELE? *-*
- É tontinhaa! Você e o Ricardo no shopping, hoje à noite! Cinema, beleza?
- CLARO!!! Pode marcar!!! Mas... ONDE eu vou me encontrar com ele? - eu estava eufórica
- Ah, isso a gente combina! Então, tô passando na sua casa agora, tá?
Epa.
- Ahn, Tati, eu não tô em casa.
- E tá aonde?
- Na casa da Mari.
Isso caiu como uma bomba pra ela.
- Ah, então tá... Vem em casa mais tarde, tipo umas 15:00 horas, tá?
- Tá. Até mais tarde! Beijo, tchau.
E desligou.
Contei pra Mari que eu ia sair com o Ricardo, mas ela não achou boa idéia e disse que talvez eu pudesse me machucar. Ou pior... ELE me machucaria.
Mas nem dei bola. Na hora combinada lá estava eu, na casa da Tati. Ela me ajudou a me arrumar e depois fomos pro shopping. No meio do caminho, ela ligou pra ele e disse pra ele nos encontrar na praça de alimentação.
E lá estava ele. Senti meu coração dar pulos de alegria e tentei não deixar isso transparecer. Nos cumprimentamos com um beijo no rosto e fomos pro cinema. De mãos dadas.
Logo depois que compramos tudo (ingresso, pipoca e refri), fomos pra sala e nos sentamos. Começamos a conversar cada vez mais perto, mas não nos beijamos. O filme começou e eu nem me lembro qual era, porque estava tão feliz de ele estar conversando comigo que não prestei atenção em mais nada.
Já tinha perdido as esperanças, quando ele perguntou:
- E aí, quer mais pipoca? - e sorriu. Um sorriso torto e torturante.
- N- não, obrigada. Ainda tenho. - e sorri
- Ah, então, mas eu posso pegar um pouco da sua?
- Claro! - e estendi o pacote de pipoca na direção dele.
- Não, quero saber como é o gosto dela... na sua boca.
E nos beijamos.
Cara, parecia que fogos de artifício estavam explodindo em cima de minha cabeça. É claro que eu já tinha beijado, mas dessa vez foi mágico. Foi especial.
Ficamos durante o filme todo e depois saímos do cinema de mãos dadas, mas de uma forma mais... carinhosa.
Foi o melhor filme da minha vida.



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